terça-feira, outubro 16, 2007

Eu caibo, tu cabes, ele... cabia

A primeira vez que joguei à porrada, naquela altura das nossas vidas em que o ludus marca forte presença na eterna arte da bulha, deveu-se a uma, até aí insondada, dificuldade em flexionar o verbo caber. Passava eu, do alto das minhas sete ou oito primaveras, de bicicleta numa zona que, devido a um indivíduo e a um carrinho de mão que norteava, estava agora ligeiramente mais apertada que o costume. O carrinho de mão forçou-me a aligeirar a velocidade, e eis que, do nada, o indivíduo, que, apesar de andar a empurrar carrinhos de mão tinha apenas mais um ano ou outro a mais que eu, atira-me um “não cabes?”. Eu cabia. Perfeitamente. E nem encarei aquilo como uma provocação. Mas levantaram-se logo uma série de obstáculos. Como é que dizia que cabia? Qual é a primeira pessoa do verbo caber? Como é que se diz? Sim, bem sei, agora e desde há uns anos – quatro –, que é caibo, mas não sabia naquele momento de tensão.

Sem parágrafos como sempre e como sempre genial!!

2 comentários:

Para sempre, Maria disse...

O que eu me rio com este gajo...mas sabes que me obriga a pôr as gafas por causa da mania da falta de parágrafos? Faz-me sentir velhinha..´.agora que penso nisso já não gosto assim tanto dele.
E foi preciso o homem falar no raio do Vader para aqui o marido-geek ler até ao fim...apre!
beijo

Jorge disse...

Explica lá isso do Darth Vader melhor!